Preparados para a Quarta Revolução Industrial?

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Chefe de pessoas e cultura do Fórum Econômico Mundial destaca que teremos de adquirir sempre novos conhecimentos para nos manter no mercado de trabalho

Paolo Gallo, do Fórum Econômico Mundial

Uma voz fina e carinhosa eclode do palco: “boa tarde a todos, estou aqui para auxiliá-los para a nossa próxima palestra”. As palavras gentis são do assistente de palco da ABRH-Brasil, Now, um robô que abriu caminho para o tema que seria debatido na sequência: a Quarta Revolução Industrial e a Nova Bússola do Sucesso – como homens e máquinas conduzirão e conviverão com as mudanças digitais em curso.

Nas palavras de Paollo Gallo, chefe de pessoas e cultura do Fórum Econômico Mundial e o coach de transformação, a atual Quarta Revolução Industrial, assim como as demais revoluções que a sucederam, traz o debate sobre os medos da mudança. “Durante a Primeira Revolução Industrial, já havia a discussão se nóss seres humanos perderíamos nossa essência.”

Gallo despertou o interesse do público ao relatar as mudanças, numa velocidade cada vez mais acelerada, destacadas na atual revolução, tais como novas fronteiras entre os países e avanços tecnológicos. Contudo, o chefe de pessoas e cultura do FEM destacou que não se trata de uma briga pela sobrevivência entre homens e máquinas – “nós continuamos no comando” – mas sim, de observar o mercado de trabalho sob novas perspectivas.

Robô Now, assistente de palco

O coach relatou que haverá sim a perda de muitos empregos, principalmente os de baixa qualificação técnica. Todavia, novos empregos surgirão principalmente na área digital e estratégica. É aí, na educação, que está o calcanhar de Aquiles da maioria das economias.

“Com a rapidez das mudanças, o que aprendemos hoje pode não nos servir num futuro próximo”, sinalizou Gallo. Para ele, aprender novas habilidades de olho nas necessidades futuras parece ser o grande desafio dessa Revolução. Na visão do especialista, empresas, governos, educadores e os indivíduos precisam observar de perto essa questão.

Gallo também destacou que questões como qualidade de vida, diversidade e equidade devem continuar na agenda de politicas públicas e sociais nos próximos anos.

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