Quando ser novo atrapalha

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    Um grupo que, historicamente, também enfrenta problemas com o preconceito no mercado são os jovens. A geração atual, dos chamados Ys, frequentemente é associada a adjetivos como “instável” e “impulsiva”. De fato, uma pesquisa feita pela Fundação Instituto de Administração (FIA) com cerca de 200 jovens de São Paulo, e publicada em julho de 2009, revelou que 99% dos nascidos entre 1980 e 1993 só se mantêm envolvidos em atividades que gostam (caso contrário, saem sem traumas de um emprego por exemplo), e 96% acreditam que o objetivo do trabalho é a realização pessoal.

    O estudo, desenvolvido por Ana Costa, Miriam Korn e Carlos Honorato, também apontou que é comum os recém-contratados saltarem de um emprego para o outro, tratarem os superiores como colegas ou saírem quando não são reconhecidos. Isso faz com que as empresas tenham receio de contratar esses jovens profissionais, que além de terem pouca experiência podem perder o interesse facilmente e comprometer
    a qualidade do trabalho.

    Porém, como lembra Silvia Gerson, consultora do Grupo Foco, esse nicho representa uma fatia extremamente importante do público consumidor. “Não dá para fugir disso. Muitos setores precisam ter profissionais dessa faixa etária para desenvolver com êxito seus negócios”, completa. Uma medida relevante é que, em vez de esperar por um amadurecimento dos Ys, as empresas podem investir em treinamentos organizados pela área de RH para os jovens dessa geração com algum potencial. Assim, as instituições criam espaços para que eles tenham mais liberdade para experimentar enquanto aprendem e, com o tempo, atinjam o perfil ideal.  

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