Gestão

Quando um não quer…

Marcos Nascimento
13 de novembro de 2014
Marcos Nascimento / Crédito: Divulgação
Marcos Nascimento é partner na Manstrategy Consulting / Crédito: Divulgação

O que é ser um profissional realizado? Nossa realização tem a ver com o propósito que permitimos estabelecer em nossa vida, na qual o aspecto profissional é apenas uma parte. E é essa realização, esse propósito, que tenho visto como pano de fundo de muitas mudanças pessoais. Mudanças que vão muito além de um cargo ou empresa. São mudanças mais abrangentes, que impactam a incerteza, o desconforto, a necessidade de aprender e, claro, de plena realização, mesmo que para alguns mais céticos pareça algo sem sustentação.

Mas e quando isso acontece no nosso “quintal”? E quando ocorre com profissionais que são high potentials ou high performers, mapeados pelos processos internos de identificação de talentos e até mesmo já considerados para sucessão de nossa organização? O que fazer? Mostrar as possibilidades internas, a promoção que está “quase lá” para o próximo ciclo, trabalhar um bônus de retenção, “amarrar no pé da mesa”, enfim, o que fazer quando o tema acontece em nossa empresa?
A resposta a essas indagações é que nos fará refletir e avaliar o que gera mais valor para nossa organização: um profissional apático, cumpridor de seus deveres, que entrega bons resultados, mas sem o brilho que nos encanta, ou uma pessoa plena, íntegra e integral, repleta de possibilidades e que sempre olhará para nossa organização, aliás, para você, com a máxima manifestação de gratidão?

Você talvez possa estar considerando este artigo romântico ou filosófico, mas olhar para essa situação de forma estruturada é colocar a gestão estratégica de pessoas e equipes no seu devido lugar. A geração de valor de uma organização passa inevitavelmente por esse componente chamado gente. É com ele, para ele, por ele e por meio dele que a manifestação política, econômica e social dos valores éticos, morais e financeiros de uma organização se manifesta de forma efetiva e sustentável.

Portanto, não trate um pedido de mudança profissional como algo trivial. Dê atenção, trate com cuidado, pois não é trivial nem para quem pede, nem para a organização, muito menos para você! Seu papel aqui é muito maior que seu cargo e sua responsabilidade funcional. Seu papel é estratégico ao extremo: propiciar a felicidade aos profissionais que compõem sua organização, estejam eles dentro ou fora de sua “jurisdição” no futuro próximo.

Ah, e para os mais céticos, que pensam que isso não é tão comum, uma recente pesquisa de uma consultoria nacional, conduzida em 2014 com mais de mil pessoas em 22 estados brasileiros, apontou que 32% dos entrevistados já pensaram em largar tudo e começar uma nova carreira, e que 65% gostariam de fazer algo mais ligado à própria personalidade. Ou seja, mais ligado ao propósito deles! Então, meu caro, se concordamos com o conceito de que felicidade é “o encontro da razão com a emoção em uma atividade prazerosa”, estamos falando de pessoas certas, fazendo o certo, na hora certa e no local certo! Não há como isso não ser positivo para você, para ele, para nós!

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