CONARH

questões críticas do capital humano

Da Redação
11 de setembro de 2014
Fancisco Soeltl / Crédito: Divulgação
Soeltl, da ABRH-Nacional: poucas ações das empresas / Crédito: Divulgação

Um estudo global, realizado no ano passado pela i4cp, empresa de pesquisa dos EUA, em parceria com a MicroPower e a ABRH-Nacional, procurou detectar as questões mais críticas na gestão do capital humano. Para tanto, foram ouvidos 1,3 mil profissionais de 63 países, inclusive o Brasil. Os resultados trouxeram alguns dados preocupantes, como, por exemplo: 96% dos responsáveis pela gestão de pessoas entendem que o planejamento da força de trabalho é crítico na sua empresa, mas mais da metade deles não faz nada a respeito.

Com as informações em mãos, o diretor de Pesquisa da ABRH-Nacional, Francisco Soeltl, lançou mão de outro levantamento, este 100% brasileiro, realizado também em parceria com a empresa da qual é presidente, a MicroPower. Foram entrevistados 400 profissionais do país com o objetivo de saber quais são as soluções já em prática para essas questões. Saiba mais na entrevista a seguir.

O que chamou sua atenção nesse trabalho?
No estudo global, ficou claro que as maiores preocupações das organizações referem-se ao desenvolvimento de lideranças e ao planejamento de sucessão. Elencamos as dez questões mais críticas em âmbito global e brasileiro e, ainda, segmentamos por organizações de alta performance e governamentais. Já no estudo sobre as ações e intervenções, observamos que, embora algumas questões sejam críticas para a maioria das organizações, poucas apresentam ações concretas, como o desenvolvimento de lideranças, que é considerado crítico por 90% dos participantes, mas pouco mais da metade afirmou aplicar alguma ação.

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Acesso aos resultados

No dia 21 de agosto, às 9h30, no CONARH 2014, os resultados da pesquisa Questões Críticas na Gestão do Capital Humano – Ações /Intervenções para resolvê-las serão avaliados e comentados em palestra que contará com a participação de Alexandre Kalil Pires, diretor de desenvolvimento e desempenho institucional da Secretaria de Gestão Pública do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e diretor de Relações Governamentais da ABRH; Luiz Augusto Costa Leite, diretor da Change Consultoria; e Augusto Gaspar, diretor da MicroPower.

Os e-books com os resultados completos dos dois estudos podem ser encontrados para download, mediante cadastro, no site da ABRH-Nacional (www.abrhnacional.org.br). Para tanto, clique no menu em Produtos e Serviços e selecione a pasta Pesquisas.

Como esses resultados podem ajudar o gestor de pessoas?
Em primeiro lugar, são temas que estão, ou deveriam estar, na agenda desses profissionais. Assim, a contribuição imediata dos estudos é trazer à tona questões que merecem atenção. Em segundo lugar, ao conhecer as ações aplicadas por outras organizações, o gestor de pessoas tem referências e indicações de caminhos a seguir, que contribuirão na definição de seus planos futuros. Outra referência importante é observar as práticas das organizações de alta performance, que podem ser um indicativo das ações que deram bons resultados.

Na sua opinião, a área de RH e gestão de pessoas é carente de informações consistentes?
Sim, somos muito carentes de informações consistentes justamente porque não nos dedicamos a pesquisá-las e compartilhá-las.

E qual é a sua visão sobre o papel da ABRH?
Por meio da diretoria de Pesquisa, a associação tem um papel fundamental, não só na realização e divulgação dessas pesquisas, como em recomendar outras fontes que também se dedicam a levantar informações e indicadores objetivando apoiar e fundamentar a gestão do capital humano.

Já há outros temas a vista para serem pesquisados?
Sim, ainda em setembro, vamos nos dedicar ao estudo das melhores práticas em gestão de performance e os obstáculos que as pessoas enfrentam para ter um bom desempenho. Já no final de 2015, faremos a atualização das questões críticas e ações/intervenções na gestão do capital humano.

Há outras parcerias planejadas?
Durante o segundo semestre, iniciaremos as tratativas com outras fontes e definiremos novos temas que possam ser incluídos nos nossos levantamentos a partir de 2015. Também temos em vista uma parceria com a Federación Interamericana de Asociaciones de Gestión Humana (Fidagh) para ampliarmos nossa base de dados com informações dos demais países sul-americanos e, assim, enriquecermos as análises comparativas.

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