Sinais de otimismo

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Cestas de Natal / Crédito: Shutterstock
Cestas de Natal / Crédito: Shutterstock

Embora se fale muito em crise econômica e retração de mercado, os fornecedores de cestas e kits congelados esperam um crescimento na casa de dois dígitos em 2014.

Estreante na EXPO ABRH, a Casa Suíça apresentou aos gestores de recursos humanos sua linha de produtos que deve integrar parte das cestas de Natal de vários fornecedores este ano.

Gustavo Nogueira, gerente comercial institucional da Casa Suíça, estima um crescimento de 40% nas vendas diante das oportunidades oferecidas pelo mercado cesteiro com a abertura para novas marcas. “Produtos como cookies natalinos e o bolo suíço são a porta de entrada para dar uma chancela de qualidade ao nosso atendimento e prestação de serviço, além de proporcionar valor agregado à cesta que o fornecedor monta porque, com marcas consagradas, o cesteiro tem um maior poder de negociação com seu cliente”, avalia.

No segmento de kits congelados, a veterana BR Foods trouxe como novidade para a EXPO ABRH a divulgação conjunta das marcas Sadia e Perdigão, que nos anos anteriores eram expostas em estandes separados.

A Sadia trouxe neste ano as bolsas desenhadas pelo estilista Ronaldo Fraga, todas com bicicletas em suas estampas, pois o objetivo da marca é aliar inspiração e movimento. Joice Rodrigues, gerente comercial de kits comemorativos da BRF, comenta que um dos destaques do portfólio de 2014 é a linha Fácil, que tem como característica mais simplicidade no preparo dos alimentos congelados. Já a Perdigão segue uma linha mais tradicional, cujo carro-chefe é o chester e trabalha a emoção do Natal em família.
Joice ressalta que a empresa tem como estratégia se fortalecer no segmento de kits natalinos dado o grande potencial de vendas no Brasil. Ela não cita números, mas garante que a empresa deve ter um crescimento expressivo por conta da adequação do portfólio de produtos aos clientes corporativos.

Ações sociais
Apesar de não estar presente na EXPO ABRH 2014, a Cesta Nobre manteve sua estratégia comercial para garantir o fornecimento de cestas secas no Natal deste ano. Wladimir Humberto Brasiel, diretor comercial, afirma que a campanha natalina, como nos anos anteriores, deve distribuir cerca de 600 mil unidades. Para este ano, o executivo projeta um crescimento entre 5% e 10% nas vendas dos kits natalinos.
Ele comenta que quando se fala em novidade no segmento cesteiro remete-se para o lançamento de um novo produto ou colocação de um item diferente. Entretanto, a Cesta Nobre tem outra visão nesse sentido e desde 2013 promove ações de responsabilidade social em suas campanhas de Natal. “Nosso mercado é muito comum, os produtos são equivalentes, o que limita a oferta de itens mais sofisticados”, justifica Brasiel.

O executivo afirma que a ideia da empresa é associar sua marca a entidades sérias e mostrar aos clientes que a intenção não é só vender, mas distribuir também. A ação realizada em 2013 reverteu parte da receita de vendas para a Fundação Gol de Letra e, neste ano, a campanha vai beneficiar a Casa Hope.
A cesteira também promove outras duas ações, mas voltadas para a cultura. A primeira é a contratação de artistas desconhecidos, mas talentosos, para desenhar as estampas das cestas. Brasiel afirma que a ideia é dar mais visibilidade para esses artistas, inclusive divulgando seus nomes nos catálogos.
O outro projeto, chamado A leitura alimenta, lançado em 2013, envolveu a Cesta Nobre, a Livraria da Vila e a agência de propaganda Leo Burnett, e consiste na arrecadação de livros usados e novos a serem incluídos nas cestas básicas de alimentos para contribuir com as pessoas que não têm condição de adquirir livros e incentivar o hábito da leitura.

#Q#

Logística
No segmento cesteiro, a logística é um dos pontos nevrálgicos do negócio. O investimento permanente em tecnologia e processos é a garantia de que os pedidos dos clientes corporativos serão prontamente atendidos, especialmente em datas festivas como o Natal.

Dessa forma, é importante que o gestor de RH conheça o seu fornecedor para avaliar o espaço físico, a tecnologia empregada, bem como a qualificação da mão de obra. Wladimir Brasiel, diretor comercial da Cesta Nobre, ainda acrescenta que o showroom é um investimento necessário para os clientes desfrutarem de um espaço preparado com uma equipe qualificada para apresentar as opções e as novidades, bem como analisar os preços.

Outra recomendação feita pelo executivo é quanto à negociação dos contratos. O mercado cesteiro costuma fechar com os fornecedores até agosto e em novembro são encerradas as vendas de cestas de Natal. Entretanto, algumas empresas deixam para fazer seus pedidos muito próximo do mês de dezembro, o que pode acarretar um esgotamento dos estoques. Dessa forma, a melhor ação é a antecipação das negociações. “Procuramos justamente antecipar a maioria dos pedidos porque os fornecedores de cestas têm algumas limitações de produção. Neste ano, por exemplo, as frutas natalinas como nozes e uvas passas tiveram um reajuste muito alto por conta de uma quebra de estoques em suas origens e a economia brasileira também vive um momento atípico, de modo que alguns importadores têm limitado a importação em função do preço e da expectativa do mercado, o que implica a redução da oferta de alguns produtos, pois quanto mais se aproxima o Natal, mais escassos eles ficam. Portanto, o importante é antecipar a negociação para garantir a entrega mediante uma reserva”, orienta Brasiel.

Para atender à demanda de Natal, a empresa, segundo Brasiel, tem como uma das estratégias comerciais adotadas a postagem nacional dos catálogos com as opções de cestas – e neste ano foi aumentada em 50% a quantidade de envios. Além disso, a equipe comercial foi ampliada com a contratação de 15 vendedores internos para atender a essa demanda esperada com as postagens. O crescimento estimado situa-se entre 5% e 10% em relação a 2013.

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