Um RH mais esverdeado

Leyla Nascimento
27 de setembro de 2013

Divulgado recentemente pela Iniciativa Empregos Verdes, entidade ligada à Organização Internacional do Trabalho (OIT), o relatório Rumo ao desenvolvimento sustentável: oportunidades de trabalho decente e inclusão social em uma economia verde revela que, se todos os países vierem a adotar uma economia mais sustentável como modelo de desenvolvimento nos próximos 20 anos, teremos a criação de 15 milhões a 60 milhões de novos empregos.

Embaladas na chamada economia verde, muitas empresas já veem a necessidade de repensar seu modo de produção, de comercialização ou de prestação de serviços. E não apenas isso: como consequência, passam a incorporar a sustentabilidade como parte da estratégia, ou seja, um aspecto de competitividade e não mais apenas um apoio ao marketing em ações voltadas para a comunidade ou em prol de alguma causa ambiental.

Nesse novo cenário de transformações, mudam também os perfis dos empregos. Entram em cena os green jobs que demandam novos profissionais (para profissões novas) ou novas competências, para cargos que já existem mas que vão ganhando novos contornos.

O tema foi amplamente debatido durante a Cúpula Mundial Green Jobs, parte integrante da Rio+20 e Você, evento inédito na área de gestão de pessoas promovido pela ABRH-Nacional e pelo Instituto Humanitare, no Planetário da Gávea, no Rio de Janeiro. Nele foi possível reforçar o papel da área de recursos humanos nessa transição de uma economia tradicional para uma verde. Ele será, necessariamente, um agente catalisador para os ambientes corporativos, pois será responsável pela inclusão dos trabalhadores nas novas empresas verdes, pela mudança cultural para um desenvolvimento sustentável e pela gestão desses novos profissionais.

O desafio não é pequeno. E começa pela “ecologização” da própria área de RH, por meio da qual ela pode usar de toda sua expertise para marcar a importância do trabalho decente no Brasil e na busca de cumprir os objetivos e compromissos estipulados pela Organização das Nações Unidas por um mundo melhor. A caminhada ganha mais força e mostra-se sem volta: pensar e agir de forma sustentável é, como o próprio termo pressupõe, a forma mais segura de criar um futuro decente e próspero.

 

 

 

Leyla Nascimento
Presidente da ABRH – Nacional

Reprodução

 

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