Gestão

Vencer a tentação

6 de dezembro de 2013

Manteiga, chocolate, leite integral, bacon, carne vermelha, refrigerante… A lista de guloseimas saborosas, porém nocivas à saúde, é extensa e combatida por programas de qualidade de vida corporativa. No entanto, esses ainda são os itens que compõem o cardápio da maioria dos executivos brasileiros.

Essa foi a constatação da pesquisa da Omint, operadora de saúde, que monitorou entre o início de 2011 e o final de 2012 os hábitos alimentares de 4.093 executivos com a remuneração entre 7 mil e 45 mil reais.
Entre os resultados do levantamento, chama a atenção o aumento do consumo de gorduras. A pesquisa mostra que o executivo tem optado por leite integral e queijos amarelados em detrimento do desnatado e queijos brancos. O consumo de bacon, manteiga e margarina também cresceu. “Isso preocupa, pois, por mais que os problemas relacionados ao consumo exagerado desses produtos sejam amplamente difundidos, não são suficientes para incentivar a substituição por opções mais saudáveis”, afirma Caio Soares, diretor médico da Omint e responsável pela pesquisa.

Soares explica que a má alimentação e o sedentarismo associados ao estresse são, hoje, o principal fator de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas, entre elas o diabetes, a hipertensão e o colesterol alto. “Praticamente, todos os indivíduos com mais, 60 anos invariavelmente desenvolvem uma dessas doenças e é cada vez é mais frequente o surgimento em pessoas mais jovens. A melhor forma de minimizar esse risco é por meio da mudança de hábitos alimentares atrelada a atividade física”, ressalta.

Contudo, dois ganhos foram registrados na batalha contra a gordura. O consumo de alimentos integrais e carnes brancas está em ascensão. Em 2012, 80% dos profissionais avaliados pelo estudo afirmaram ter consumido produtos integrais com boa frequência enquanto em 2011 apenas 59% tinham esse hábito. Em 2012, 45% afirmaram ter consumido pouca carne vermelha ao longo do ano; em 2011, esse índice era de 40%.


Mesa corporativa
O que está na alimentação dos executivos brasileiros:

> Leite integral/Queijo amarelado
versus Leite desnatado/Queijo branco
O consumo de leite integral ou de queijos amarelados, ricos em gorduras e mais nocivos, vem aumentando entre os executivos. Em 2012, 45% dos entrevistados afirmaram consumir o produto com muita ou média frequência; em 2011, apenas 36% disseram abusar do produto rico em gordura animal. No caso do leite desnatado e do queijo branco, recomendados pelos médicos, o consumo vem caindo. Dos entrevistados, 30% afirmaram consumir produtos do gênero com frequência alta ou média em 2012; no ano anterior, esse índice era de 35%. E o número de executivos que afirmaram consumir o produto pouco ou muito pouco também aumentou, de 61% em 2011 para 65% em 2012.

> Gorduras: margarina, manteiga e bacon
O consumo de alimentos à base de gorduras, combatidos pela classe médica, vem aumentando entre os executivos. Em 2012, 29% dos profissionais afirmaram consumir produtos do gênero com alta ou média frequência, enquanto em 2011 o indicador se manteve em 24%. Por outro lado, a resistência a esses produtos vem diminuindo. Se, em 2011, 73% dos executivos afirmaram que raramente consumiam o produto, em 2012, esse número sofreu um leve aumento para 75%.

> Guloseimas (doces, chocolates e refrigerantes com açúcar)
O consumo de guloseimas por parte dos executivos é estável no período analisado. O índice de executivos que afirmaram comer um docinho ou outro frequentemente se manteve em 50%, assim como o percentual de executivos que evitam ou consomem com pouca frequência as guloseimas, que ficou na casa dos 47%.

> Pão e massas integrais versus convencionais
O consumo de alimentos integrais ou funcionais vem crescendo entre os executivos. Em 2012, 80% dos profissionais avaliados pelo estudo afirmaram ter consumido o produto com muita ou média frequência, enquanto em 2011 o índice era de apenas 59%. Já o consumo de produtos à base de massa branca, convencionais e mais nocivos á saúde, vem diminuindo. Em 2012, 59% afirmaram consumir esses produtos com muita frequência, contra 82% em 2011.

> Carnes vermelhas versus carnes brancas
O consumo de carnes vermelhas, com maior índice de gordura, vem caindo. Ao passo que em 2012, 51% dos executivos afirmaram consumir com grande ou média frequência, em 2011, o indicador bateu na casa dos 66%. Em 2012, 45% afirmaram ter consumido pouca carne vermelha ao longo do ano; em 2011, esse índice era de 40%.

 

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