Vencer o pensamento único

    0
    603
    Leyla Nascimento, presidente da ABRH-Nacional
    Leyla Nascimento, presidente da ABRH Nacional

    Para muitas empresas, boa parte das transformações por que o mundo corporativo passa se apresenta como adversidades. Na verdade, um grande número dessas mudanças que vêm tirando o sono de muitos gestores nem sempre está relacionado diretamente ao ambiente empresarial: alterações em contextos sociais e demográficos, como o envelhecimento da população, e tecnológicos, como discutir o mundo pós-redes sociais, são exemplos de fenômenos externos às organizações que causam fortes impactos nestas. Mas como reagir à altura diante desses desafios? O uso de receitas antigas não se mostra eficaz; além de perigoso, remédios vencidos podem aumentar a lista de problemas de um doente. A saída é extrair da diversidade boas lições para enfrentar a adversidade.

    Não é algo fácil. Lidar com o diferente em um mundo em que parece prevalecer um pensamento único, como o caso do corporativo, é uma tarefa árdua. Ainda mais quando somamos a essa equação a busca frenética por resultados cada vez mais mirabolantes. O que assistimos, ao final, é a uma atenção maior ao “quanto” e muitos gestores deixando de lado o “como” – e com ele a diversidade.

    Enfrentar o novo exige pensar, olhar, sentir e perceber de modo diferente. E toda essa diferença deve ser buscada naqueles que compõem uma organização. Por essa razão lógica, uma companhia que ousa e inova em ações inclusivas tem mais chances de performar melhor. Os verbos usados não são aleatórios, eles compõem o tema central da edição deste ano do CONARH – RH Urgente: ousar, inovar e performar – e corroboram a ideia de que uma empresa aberta à diversidade tem mais força para entender esses contextos mutantes e para encontrar, nela mesma, a resposta para muitas de suas dúvidas.

    #L# Dessa forma, no mês em que celebramos o Dia Internacional da Mulher, não basta apenas refletir sobre a presença delas no mercado de trabalho por meio de questões de igualdade de direitos, de justiça e de oportunidades. É preciso olhar para outras questões, externas e internas às empresas, como a possibilidade de maior competitividade e força para enfrentar as adversidades – pela diversidade. Mas isso demanda uma organização, e um RH que ouse e inove.

    [fbcomments]