Benefícios

Alimentação como o principal gasto do brasileiro

Alimentação é o principal investimento do trabalhador quando solicitam o adiantamento salarial

Da Redação
16 de outubro de 2018

Alimentação é o principal investimento do brasileiro quando solicita o adiantamento salarial, segundo um levantamento feito pela empresa Multibenefícios, unidade de negócios do GPA. Dos trabalhadores que utilizam créditos salariais antecipados, 80% investem apenas em alimentos; 19% também adquirem outros produtos como eletrodomésticos, bebidas, vestuários, dentre outros; e 1% faz compras por meios online.

Ainda segundo o levantamento, 71% dos trabalhadores que mais recorrem ao adiantamento financeiro são os responsáveis pela manutenção da casa e ganham de 1 a 5 salários mínimos. “Pela análise que fizemos, essas pessoas são, em geral, chefes de família. Com a crise econômica, o aumento no custo de vida e a dificuldade de planejamento financeiro que o brasileiro culturalmente tem, a organização das contas da família ficou mais complicada”, lembra Sheila Moura, gerente-geral de Multibenefícios.

Os dados refletem o comportamento anual, com base de comparação dos primeiros semestres de 2017 e 2018, e ainda revela outra coisa interessante: os brasileiros com renda mensal até 1,5 salários tendem a recorrer ao crédito extra para aproveitar grandes promoções, como a Black Friday, por exemplo. “Períodos como a Black Friday costumam trazer oportunidades de compra de itens de desejo como celulares, videogames e bebidas com preços tentadores. Em geral, são pessoas que não são inteiramente responsáveis pelo sustento familiar, estão no primeiro emprego ou gastam o dinheiro apenas com elas”, completa Sheila.

Famílias endividadas

O panorama traçado por Multibenefícios é um bom norteador para que empresas de modo geral fiquem mais atentas à saúde financeira de seus colaboradores. Segundo dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em junho deste ano a média de famílias endividadas no Brasil era de 58,6%. Destas, 76,3% se diziam comprometidas com cartão de crédito.

A falta de educação financeira do brasileiro ainda é um fator preponderante neste cenário. Isso impacta diretamente a produção e a performance do colaborador e, com certeza, reverbera nas organizações. “É humanamente impossível concentrar-se em suas tarefas diárias quando há credores e preocupações constantes com dívidas”, lembra Sheila. Segundo a executiva, a empresa não pode impedir que o colaborador entre em dívidas, mas pode apoiá-lo e ajudá-lo a sair delas. “Cartões de crédito costumam oferecer taxas muito altas de juros e limites incompatíveis com a renda e não são a única opção. A empresa pode, e deve, se apresentar como parceira de seu colaborador nestas horas, afirma Sheila.

Além de ferramentas para agir no problema, como citado acima, o direcionamento e educação financeira é um diferencial de empresas que cuidam do seu colaborador. “Há programas de saúde, bem-estar, educação para línguas e vários outros benefícios oferecidos por empresas brasileiras hoje. Por que não investir na educação financeira do nosso colaborador? Isso terá impactos ao longo da sua vida e será benéfico para a própria empresa”, finaliza.

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