Gestão

Espiritualidade da empresa, já ouviu falar?

Estima-se que menos de 20% das empresas tenham consciência de sua espiritualidade, sendo que o tema ainda é considerado um tabu em grande parte das organizações

Da Redação
5 de dezembro de 2018

Há empresas que elaboram planejamentos estratégicos, definem metas de equipe… mas nada sai do papel. Reuniões de projetos são agendadas diversas vezes e jamais ocorrem. A rotatividade de funcionários é alta mesmo com salários e benefícios acima da média de mercado. Na visão da empresa Corall, situações como essas não são frutos do acaso e podem carregar razões ainda inconscientes para que elas ocorram. Muitas vezes esses movimentos podem estar ancorados no campo da espiritualidade das empresas – aquilo que se sente mas não se vê.

Crédito: Freepik

Estima-se que menos de 20% das empresas tenham consciência de sua espiritualidade, sendo que o tema ainda é considerado um tabu em grande parte das organizações. Para a Corall, espiritualidade é um termo amplo usado para determinar muito do que a ciência exata ainda não consegue explicar e não está necessariamente ligado à religião. A espiritualidade também possui tendência a influenciar temas como cultura e valores organizacionais, pois é um assunto subjetivo e metafísico, que culturalmente foi deixado de lado por muito tempo.

De qualquer forma, assumida ou não, a espiritualidade está presente no dia a dia de todas as empresas. Muitas das respostas que elas buscam não são evidentes e estão na esfera espiritual. “A espiritualidade em uma organização está ligada a aceitar a nossa ignorância sobre muitas questões, ou seja, assumir que não compreendemos e não conseguimos mapear e dominar todas as informações disponíveis em um ambiente”, explica Marcio Svartman, sócio da Corall.

Com isso, no processo de reconhecimento da espiritualidade, é importante que as empresas tenham consciência também que, para evoluir do lugar que estão para o que almejam, algo precisa literalmente morrer e dar lugar ao novo. “É importante permitir-se mudar e incluir novos movimentos que não estavam nos planos, até porque o próximo movimento é sempre desconhecido e decorrente do anterior. Seguir sempre agendas de trabalho pode engessar a evolução de uma organização”, complementa Ney Silva, sócio da Corall.

Menos metodologia e mais acolhimento

Além de confundirem espiritualidade com religião, as empresas geralmente estão habituadas a seguirem metodologias e respostas precisas para cada ação. “O mundo corporativo está repleto de modelos cartesianos e mecanicistas, em que o costume é seguir procedimentos lineares e sequenciais. Porém, no contexto que vivemos, esse formato é cada vez menos adequado, pouco eficiente e bloqueia processos evolutivos”, comenta Marcio.

A espiritualidade está integrada em cada etapa dos processos de evolução corporativa orientada pela Corall e que aumentam as possibilidades de potencializar os resultados. Cada momento dessa evolução é único e intangível. O que serve para uma companhia, não necessariamente serve para outra. Segundo Ney, as empresas não evoluem quando seguem no piloto automático, então é vital aceitar e o acolher a espiritualidade, bem como respeitar que cada acomodação tem um porquê de existir.

Para a empresa, conectar-se com o campo espiritual durante a execução de um trabalho é fundamental, e por isso o trabalho demanda presença e fundamenta-se no fluxo disponível.

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