Carreira e Educação

O que fazer no pós-carreira

Da Redação
27 de fevereiro de 2019

A maioria dos executivos do alto escalão não pensa em “pendurar as chuteiras” quando encerrarem seu ciclo tradicional de carreira. A maior parte deles (77,7%) planeja novos desafios pós-carreira, como atuar em consultorias, conselhos de administração e empreendedorismo.

Crédito: Shutterstock

É o que revela levantamento realizado pela Page Executive, unidade de negócios do PageGroup especializada no recrutamento de executivos para o alto escalão, em parceria com a Angatu idh, consultoria especializada em
construir junto com o grupo executivo seus projetos de vida e pós-carreira.

“Com o ganho de longevidade e envelhecimento da população, a aposentadoria vai progressivamente deixar de existir. esse quadro abre
espaço aos profissionais mais seniores e experientes, com reais possibilidades de transição de carreira, mesmo com uma atuação múltipla e mais longa do que a que conhecemos hoje.

Veremos, em breve, três a quatro gerações de profissionais se relacionando. essas mudanças no mercado de trabalho estão em curso e serão vistas com mais frequência”, explica Fernando Andraus, diretor-executivo da Page
Executive para a América latina.

Para renato Bernhoeft, da Angatu Idh, desde a infância somos educados para que tenhamos uma carreira, sucesso e sejamos permanentemente produtivos. “E isso funciona relativamente bem até o momento de transição que se inicia na meia-idade, hoje por volta dos 45 anos. quando se aproxima
a fase de aposentadoria, em que as pessoas imaginam que ‘desfrutar’ é seu único objetivo, defrontam-se com a dura realidade de que não se prepararam para isso”, diz.

Estar preparado

A maioria dos profissionais pretende buscar novas oportunidades em seu pós-carreira, mas podem interromper esse desafio caso não estejam totalmente preparados para essa transição. O levantamento mostra que a falta de reserva financeira é a principal dificuldade para essa mudança, de acordo com 21,8%.

Bem próximo, com 21,2%, escassez de oportunidades na área em que o profissional deseja atuar. O receio de encarar os desafios propostos assusta 20,2%. A pretensão salarial superior ao praticado pelo setor de interesse é dificuldade para 17,4%.

Para 8,4%, a qualificação exigida é superior ao conhecimento acumulado enquanto 8,1% sentem-se despreparados pessoal e profissionalmente para enfrentar os desafios. E, para 2,8%, falta apoio familiar.

Mesmo que optem pela nova fase, a maioria dos executivos acredita que ainda precisa trabalhar por mais tempo e dispor de uma reserva financeira confortável antes de optar por um novo modelo de carreira.

Somaram 55,3% aqueles que pretendem trabalhar mais de 10 anos. Entre cinco e dez anos, 33,9%. De um a cinco anos, 9,9% e, até um ano, 0,9%. Ainda segundo o estudo, 83,3% pretendem poupar recursos para até 20 anos enquanto 9,2% desejam dispor de garantias para até 15 anos e, para até 10 anos, 7,5%.

O estudo foi realizado em setembro de 2018 contando com a participação de 400 executivos de 40 a 60 anos do alto escalão e que atuam em empresas de diversos setores e portes em todo o Brasil.

*Conteúdo publicado na edição de fevereiro/2019, da Revista Melhor Gestão de Pessoas.

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