Gestão

Proposta popular criminaliza coaching

Da Redação
6 de junho de 2019

Uma proposta popular enviada ao poder legislativo por meio da plataforma e-Cidadania pede a criminalização da prática de coaching. A sugestão nº 26, de 2019 foi enviada por William Menezes, cidadão de Sergipe, alcançando o número suficiente de assinaturas para transitar por uma comissão no Senado.

Coaching é uma metodologia que utiliza de técnicas de administração, gestão de pessoas, neurociência, conceitos de psicologia, entre outras, onde qualquer pessoas pode buscar para alcançar um determinado objetivo na vida pessoal ou profissional. Em inglês, o termo coach significa professor, tutor ou também mentor. Coaching, então, é a habilidade de guiar uma pessoa na vida pessoal ou profissional.

Leia também:

Millennials apostam no coaching

Na descrição da matéria, enviada no dia 15 de abril pela plataforma online,
William Menezes argumenta que “se tornada lei, não permitirá o charlatanismo de muitos autointitulados formados sem diploma válido. Não permitindo propagandas enganosas como: “Reprogramação do DNA” e “Cura Quântica”. Desrespeitando o trabalho científico e metódico de terapeutas e outros profissionais das mais variadas áreas”.

A sugestão, que já recebeu o apoio de mais de 1.200 votos, foi encaminhada à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa – CDH, presidida pelo o senador Paulo Paim (PT/RS) e deverá ser discutida em breve.

“O universo do coaching é direcionado por instituições nacionais e internacionais que oferecem parâmetros de excelência necessários para assegurar a credibilidade das formações que são disponibilizadas no mercado”, defende, em nota, a assessoria de imprensa do Instituto Brasileiro de Coaching – IBC, vencedor do Prêmio Fornecedores de Confiança 2018 da Revista Melhor Gestão de Pessoas.


Em inglês, o termo coach significa professor, tutor ou também mentor. Coaching, então, é a habilidade de guiar uma pessoa a buscar seus resultados. Crédito: Shutterstock

Sulivan França, presidente da Sociedade Latino Americana de Coaching – SLAC Coaching, recebeu a notícia como uma oportunidade para a discussão com foco em regulamentação da profissão, e não como um crime. “Fazer isso [a criminalização do coaching] é inibir todos os profissionais, inclusive aqueles que fazem um excelente trabalho em grandes empresas”, comenta o atual presidente da SLAC, que é Master Coach Trainer pela International Association of Coaching Institutes e Master Trainer por meio da International Association Of NLP Institutes e apresentador do Programa Foco & Gestão, exibido na Record News TV.

França também levanta um ponto importante sobre a argumentação do autor da proposta sobre a definição da prática de coaching. “O texto da Sugestão Legislativa apresenta um desconhecimento sobre a área técnica do Coaching, pois o conteúdo a ser discutido no Senado relaciona a metodologia a um processo terapêutico, algo que não condiz com a realidade. No coaching, adotamos uma metodologia estruturada para construir um planejamento estratégico para o indivíduo atingir seus objetivos, sejam eles profissionais ou pessoais”, defende.

Na contramão da sugestão de William, há uma ideia legislativa enviada por Ronald Pantin Filho, Master Coach e apresentador do programa Business RS, da TV VALE, que defende a regulamentação do coaching e mentor no Brasil, e contrapõe a sugestão de criminalização.

Ronald lembra que desde pequeno o ser humano já tem um coach e mentor em sua vida, sendo os pais/criadores, professores, líderes religiosos os primeiros. “O homem, desde que se conhece por gente, desde que se conhece como ser humano, já tem coaching e mentoring dentro da sua própria casa”, acrescenta. A ideia legislativa de Ronald, que já possui mais de 4.500 mil apoios, precisa alcançar até o dia 5 de setembro um total de 20 mil assinaturas para que o Senado possa analisar a questão.

Questionado sobre como recebeu a notícia da proposta popular de criminalização, Ronald, num primeiro momento, disse que com surpresa. Mas, depois, com mais calma, viram que a proposta legislativa enviada pelo cidadão sergipano, teve um efeito de união. “Ele fez com que a nossa classe se unisse. E a partir dessa união estão surgindo várias frentes de apoio às ideias do coaching e também a defender o coaching naquilo que ele tem de mais precioso: a busca pela essência do ser humano e a ajuda ao ser humano buscar os seus objetivos”, finaliza.

Uma enquete realizada no Facebook da Revista Melhor, onde foi questionado quem era a favor da proposta que sugere a criminalização do coaching, 81% responderam que não concordam em criminalizar a profissão. Ao total, 43 seguidores da Melhor no Facebook responderam a enquete.

Compartilhe nas redes sociais!

Enviar por e-mail