Saúde

Síndrome de Burnout: afinal, é ou não uma doença?

Da Redação
22 de julho de 2019

Cansaço excessivo, físico e mental, dores de cabeça, insônia, negatividade, estresse, entre outros sintomas relacionados ao trabalho, à pressão e responsabilidades constantes, pode ser síndrome do esgotamento profissional, também conhecido como Síndrome de Bournout.

A Síndrome de Bournout é justamente o acúmulo de trabalho e pressão diária no exercício da atividade, que levam qualquer profissional à exaustão física, emocional e mental, o que torna a questão muito importante de discussão entre médicos, gestores, profissionais do RH funcionários das empresas, isto é, assunto fundamental no mundo corporativo.

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Crédito: Shutterstock

“A atenção para a Síndrome de Burnout deve ser aumentada, visto que o esgotamento total, ou como comumente se chama “queimar por completo”, acontece devido ao estresse, e extremo cansaço, provocado por condições de trabalho. O burnout é algo que leva o profissional a não ter mais condições psicológicas e físicas de se manter nesse ambiente profissional e, consequentemente, afetando sua vida pessoal”, alerta Márcia Ramires, coach, psicóloga e hipnoterapeuta da Viva Desenvolvimento Humano.

A Síndrome de Burnout foi incluída na próxima revisão da Classificação Internacional de Doenças – CID-11, passando a valer em 2022, segundo anúncio da Organização Mundial da Saúde – OMS, em maio deste ano. A condição foi incluída como “problemas associados” ao trabalho ou desemprego e descrito como “uma síndrome resultante de um estresse crônico no trabalho que não foi administrado com êxito”.

Márcia Ramires ressalta o conceito de saúde pela OMS que é “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afecções e enfermidades”. Segundo Márcia, a Síndrome de Burnout “afeta a vida pessoal, profissional, social e mental, considerando a partir de então, a carga enorme de estresse e resultados disso. Os sintomas não devem ser tratados mais como frescura, mas sim como uma realidade a ser enfrentada. O tratamento vai desde terapia a medicamentoso”. E finaliza questionando: “então será que não é uma doença?.

Identificá-la com precisão e no início de seu estágio pode impedir grandes problemas para o funcionário quanto para a empresa. Portanto, profissionais de recursos humanos e gestão de pessoas precisam estar atentos à questão e discutir a pauta dentro da gestão em saúde da organização.

Com as mudanças no mundo, que redefinem também modelos tradicionais de trabalho e perfis de profissionais, a área de recursos humanos passou a ter um papel mais participativo no bem-estar dos funcionários e empresa. A tecnologia, que automatizou processos antes manuais e que tomavam muito do tempo da área, abriu caminho para o RH ter uma melhor aproximação do colaborador, com um objetivo assertivo de identificar a saúde e relação dele com as atividades e empresa.

“Antes de mais nada o gestor precisa entender o que está acontecendo com esse profissional, se é algo relativo ao trabalho e inclusive com a forma como faz a gestão da sua equipe! Em empresas maiores e mais estruturadas é indicado que encaminhe a área que cuida da saúde ocupacional, para passar em consulta com o médico do trabalho e envolver a psicóloga da empresa. Já em empresas pequenas pedir ao profissional que vá ao médico para entender o que está acontecendo. Por fim, se perceber que precisa pegar mais leve, o ideal é fazer uma autoavaliação em relação a forma com que age com esse colaborador e amenizar a pressão até que consiga realmente ter certeza do diagnóstico. Lembremos que cada profissional tem uma forma de trabalhar, assim como o gestor”, ressalta a coach, psicóloga e hipnoterapeuta da Viva Desenvolvimento Humano.

Segundo enquete realizada no perfil da Revista Melhor, no Facebook, 85% dos seguidores da página (profissionais/especialistas/gestores de recursos humanos, entre outros profissionais de outros segmentos) acreditam que a Síndrome de Burnout é sim uma doença.

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