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Carreira e Educação

Ter amigos no trabalho pode ajudar sua carreira

Conheça os prós e contras de fazer amizades no ambiente corporativo e dicas para administrar esses relacionamentos

Da Redação
2 de maio de 2019

Ter amigos no trabalho ou manter a política da boa vizinhança, sem aprofundar nenhum relacionamento? Essa é uma pergunta que ainda divide opiniões. Uma pesquisa recente liderada pela Comparably mostrou que, de mais de 33 mil trabalhadores em toda a indústria de tecnologia, mais da metade relatam ter grandes amigos na empresa em que trabalham. 

Para a especialista em desenvolvimento humano Susanne Andrade, ter amigos no trabalho pode ser uma experiência vantajosa e positiva, inclusive para o aspecto profissional. “No momento em que a pessoa sabe que tem vínculos no ambiente de trabalho, colegas com quem ela pode criar elos e conexões, ela se sente mais feliz naquele lugar, se entregando mais por gostar dos profissionais que estão ali, e construindo um ambiente de confiança”, explica ela.

Susanne lista alguns prós e contras da amizade no trabalho:

Pertencer a um grupo

Pesquisas mostram que, depois de contar com comida e abrigo, pertencer a um grupo é uma necessidade humana fundamental. “Considerando que passamos entre 8 e 9 horas diárias no trabalho (sem incluir o tempo de deslocamento), temos muito menos tempo para atender às nossas necessidades sociais fora do trabalho. Quando não estamos trabalhando, estamos lidando com familiares, questões pessoais ou tentando descansar quando podemos”, pontua Susanne.

Nesse sentido, é mais fácil achar amigos no próprio trabalho do que em outras situações e ambientes da vida cotidiana. Mas, segundo a especialista, é preciso ter cautela, pois você pode conhecer o seu “melhor amigo” no trabalho, como também pode fazer uma amizade que possa se tornar prejudicial. “É preciso ter maturidade para separar o que é profissional e o que é pessoal”, comenta.

Divergências x amizade

Quando ocorre uma discussão por conta do trabalho, entre amigos, isso pode ocasionar um rompimento daquela amizade. “O certo seria sair do escritório e não misturar a discussão profissional com a vida pessoal, continuar como se nada tivesse acontecido. Mas, aqui no Brasil, é muito comum que as pessoas não saibam separar isso, o que pode causar problemas”, avalia a autora.

Chefe x amigo

Outro ponto importante que Susanne ressalta é que gestores devem deixar a amizade de lado quando tiverem informações que não podem passar para seus funcionários, mesmo que sejam amigos fora do trabalho. “Quando a pessoa não tem maturidade suficiente para separar as coisas, a amizade pode atrapalhar”.

Se existe uma amizade muito grande entre o líder e um colaborador de uma equipe, por exemplo, e surge uma oportunidade de promoção, o líder terá que escolher quem será promovido avaliando o trabalho e não a amizade “É preciso ter um equilíbrio, pois não se pode promover alguém por amizade, e sim pelo merecimento do funcionário. Nesses casos, o foco tem que ser na meritocracia”.

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