Painel de Negócios

Unindo a inteligência artificial com a gestão de pessoas

Crachá sociométrico, com tecnologia de inteligência artificial, foi a novidade da Shelter IT na CONARH 2018

Da Redação
3 de outubro de 2018

Imagine que uma tecnologia possa ao mesmo tempo prover indícios de doenças, analisar as causas de problemas de comunicação entre equipes e apontar comportamentos que aumentam a produtividade. Esses elementos preditivos poderiam auxiliar a área de gestão de pessoas a identificar os principais gaps dos índices humanos nas organizações, auxiliando no trabalho estratégico de RH. A tecnologia já existe – é o crachá sociométrico, que capta dados de conversas e comportamentos de colaboradores – o que falta é vencer a barreira do medo da inovação. 

“Começamos a desenvolver o projeto há um ano e os primeiros pilotos foram iniciados há 6 meses. No momento, estamos na segunda versão do crachá, mas já pensando numa terceira”, explica Fernando Amaral, diretor de tecnologia da Shelter IT. O executivo conta que o uso do crachá pode trazer grandes benefício para as organizações e seus colaboradores.

Em um projeto com executivo de vendas de uma concessionaria, narra Amaral, o objetivo do RH era detectar porque um dos vendedores tinha uma performance destacada. “Eles tinham já tentando identificar o que tornava aquele vendedor tão especial, mas não conseguiam descobrir”, relata. Os dados coletados do crachá e analisados por meio da inteligência artificial resolveram o mistério. O segredo do executivo de vendas era a escuta ativa. “Os
algoritmos mostraram que o tempo de fala dele era menor do que os demais. Ele escutava mais o que os clientes tinham a dizer”, explica.

O processo de coleta desses preciosos dados é bem simples. Os colaboradores que concordares passam a usar o crachá inteligente em todos os momentos do expediente de trabalho. Os dados consolidados das conversas entre os funcionários são coletados em tempo real por meio de sensores do crachá e armazenado no próprio crachá. Ao final do expediente, essas informações são coletadas e armazenados em um servidor da organização. “Esses dados produzidos são de propriedade da empresa. Nós ajudamos a extrair o valor, mas eles ficam seguros no ambiente tecnológico da própria empresa”, observa o executivo da Shelter IT.

Depois de um tempo de coleta de informação, que não pode ser menor que uma semana, o sistema da Shelter IT processa os dados e fornece uma análise com sugestões de ações que podem ser feitas para melhorar a performance da equipe. Nessas análises, é possível perceber, por exemplo, falhas de comunicação entre indivíduos e até prever indícios de colaboradores que estão com depressão, o mal do século.

“É bom destacar que as informações são analisadas de forma consolidada e não individual”, lembra o executivo. A tecnologia não vai expor conversas individuais, mas extrair dados a partir delas. Amaral explica que o medo de invasão à privacidade é ainda o principal entrave do uso do crachá sociométrico nas organizações, seguido do desconhecimento do uso de dados para a tomada de decisões. “Não só no RH, mas nos demais departamentos, a cultura das decisões baseadas em dados ainda é uma coisa nova que assusta um pouco”, observa.

A Revista Melhor Gestão de Pessoas conversou com Fernando Amaral, diretor de tecnologia da Shelter IT.

Compartilhe nas redes sociais!

Enviar por e-mail